Jane Austen e suas releituras

Veja a entrevista com a presidente da Jane Austen Sociedade do Brasil, Adriana Zardini.

Anjos e Demônios

Será que essa adaptação foi aprovada pela Equipe No Set?

Coluna do leitor traz Eu, Robô

Petras Furtado fala sobre a adaptação do livro de 1950.

Across the Universe

Para comemorar a semana do Rock nada melhor que uma boa adaptação sobre o tema.

The Vampire Diaries

A adaptação pode ser melhor que o original? Isso você vê aqui!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Espião que Sabia Demais ganha trailer oficial

Foi divulgado o trailer oficial da adaptação do best-seller “O Espião que Sabia Demais” (Tinker, Tailor, Soldier, Spy), do escritor John Le Carré (pseudônimo do britânico David John Moore Cornwell). A história se passa no final da Guerra Fria, onde um espião da divisão de elite do Serviço Secreto Britânico (George Smiley) tem a missão de descobrir quem é o agente infiltrado que trabalha para os soviéticos.



A direção do longa-metragem é assinada por Tomas Alfredson (o mesmo do filme sueco Deixa Ela Entrar). Além de uma ótima estória, o diretor conta com um elenco de peso: Gary Oldman, Tom Hardy, John Hurt, Colin Firth, Mark Strong e Stephen Graham. 

Apresentações feitas, agora vamos ao que interessa: o trailer!


A previsão de estréia é 18 de novembro ainda deste ano. Já aqui no Brasil, o longa vai demorar um pouco mais, só aparecendo nas telonas no dia 12 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A cor da infância é azul

Sentir o gosto da infância quando se é adulto é um dos mais doces prazeres de vida. Ter aquela liberdade e alegria de volta com apenas uma lembrança nos faz querer voltar no tempo e resgatar a satisfação que só quem deixou de ser criança conhece. E para agradar os espectadores com esse desejo e ganhar novos fãs, a indústria do cinema anda investindo na volta de ícones da infância dos anos 1980 e 1990. Prova disso é a adaptação que estreou sexta-feira aqui no Brasil: Os Smurfs. Quem não passou bons momentos com aquelas criaturinhas azuis que viviam em cogumelos e eram perseguidos pelo vilão Gargamel?



A história em quadrinhos do belga Peyo – criada em 1958 - ganhou sua adaptação para as telonas resgatando estórias infantis que tinham como foco a amizade, família e cooperação, diferenciando muito dos desenhos animados violentos e sem muita consistência de hoje em dia. O fato é que essa versão computadorizada dos Smurfs traz situações hilárias, sem deixar um minuto de ser tão encantadora quanto a outra adaptação mais conhecida da obra, o desenho animado de 1981.

Nessa nova aventura, alguns dos Smurfs, após uma perseguição de Gargamel (Hank Azaria)  e seu gato Cruel (um dos personagens mais engraçados do filme), passam por um portal e chegam à Nova Iorque, encontrando o casal Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace (Jayma Mays), que estão esperando o primeiro filho. Os Smurfs têm que conviver com a grande cidade e seus costumes, bem distintos dos da floresta, enquanto tentam encontrar o caminho de volta para casa. Na trama são geradas situações bem divertidas com o contraste das duas realidades, o que é um prato cheio para boas piadas durante o filme.


Tive o prazer de assistir ao longa-metragem com a presença de duas gerações: os pequenos que lotavam a sala de cinema e os seus pais, que não estavam lá apenas de acompanhantes, mas como espectadores nostálgicos. A adaptação terminou com os aplausos dos dois públicos e deixou aquele gostinho de quero mais. Então, não perca a oportunidade e confira essa divertida versão dos personagens azuis mais fofos que figuram nas boas lembranças de muitos adultos por aí.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Recomeço é o que define Rabbit Hole

Oito meses após perder o filho, de apenas quatro anos de idade, num acidente de carro, o casal Becca (Nicole Kidman) e Howie (Aaron Eckhart) tenta suportar a dor da perda, cada um da sua maneira. Com um tema tão delicado (também muito explorado no cinema), Rabbit Hole se diferencia ao tratar do recomeço, nos envolvendo com o sofrimento e as várias tentativas de superação dos personagens. Texturas, cores e sentidos são aguçados a cada cena pela fotografia primorosa de Frank DeMarco.



Nunca fui muito fã do trabalho de Nicole Kidman. Sua atuação não chegou a me envolver nos seus filmes que consegui acompanhar até hoje. Para mim, o ator tem que cativar o público, fazê-lo entrar na história, mesmo ela sendo diferente da sua realidade. Com Nicole nunca tive essa satisfação até me deparar com a adaptação da peça teatral Rabbit Hole de David Lindsay-Abaire (no Brasil, Reencontrando a Felicidade) para o cinema.


Rabbit Hole me surpreendeu por conseguir passar toda a tristeza e melancolia sem ser – em nenhum momento – clichê. Seu encanto está nos detalhes das cenas e perspectiva de cada um dos personagens principais (os pais da criança e o rapaz que o atropelou). Poucos filmes sobre perdas são tão sutis e impactantes como esse. Vale conferir!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A volta dos Muppets

Caco, Miss Piggy, Fozzie, Animal e Gonzo. Você sabe de quem estou falando? Se você foi criança nos anos 80 e 90 deve ter ligado os nomes ao programa Muppets Babies! O sucesso infantil nessas duas décadas ganhou sua versão  para o cinema – com estréia marcada para dezembro - com os personagens que cativaram milhões de crianças no mundo inteiro e o trailer oficial foi divulgado hoje.



Na adaptação produzida pela Disney, o maior fã dos Muppets de todo mundo, Walter, está de férias em Los Angeles com seus amigos Gary e Mary. Eles acabam descobrindo o plano do vilão e magnata do petróleo Tex Richman para destruir o Teatro Muppets e perfurar um poço de extração de petróleo no local. Para salvar o teatro, eles precisam arrecadar 10 milhões de dólares. Então, Walter, Mary e Gary tentam reunir os Muppets para montar o The Greatest Muppet Telethon Ever, pois cada um abandonou o show para investir em outra profissão.

Os Muppets conta com nomes como Jason Segel, Amy Adams e Chris Cooper no elenco. Por enquanto que essa adaptação não chega por aqui, vamos conferir o trailer do filme dos fantoches mais queridos do mundo?

O Caçador de Pipas: até onde o ser humano chega com a covardia

Na crítica de hoje vamos falar sobre a adaptação para o cinema do romance escrito por Khaled Hosseini chamado “O caçador de pipas”, um sucesso de vendas no mundo. O caçador de pipas é uma narrativa que expõe a crueldade e a covardia do ser humano de modo nu e que revela a traição de uma amizade pura e desinteressada. Mostra também o preconceito e a discriminação de uma sociedade desigual, mesquinha, intolerante e desumana, deturpadora da religião e podre politicamente.



A história se passa em Cabul/Afeganistão, nos anos 70. Amir, de etnia pashtuns (muçulmano sunni), e rico; e Hassan, de etnia hazara (muçulmano shi’a), pobre e empregado da casa, cresceram juntos compartilhando brincadeiras e gostos. Não havia nada que Ami pedisse que Hassan não fizesse. O filho do empregado era fiel e dedicado à família à qual servia. Era corajoso e de uma dignidade incomparável.


De Ami não podemos falar a mesma coisa. Covarde é o sobrenome. De nobreza somente o dinheiro e embora soubesse ler e escrever, muitas vezes o sábio era Hassan, o menino de lábio leporino. Os dois garotos são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americano e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 75, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção.



Após desperdiçar a última chance (o filho do patrão, após ver Hassan ser estuprado covardemente por outros garotos ricos medíocres, machistas – mas homossexuais – simula o furto de um relógio, colocando o objeto nas coisas do filho do empregado), Amir vai para os USA, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão. Mas o destino o faz voltar vinte anos depois do acontecimento com Hassan e a pipa azul à sua terra natal para acertar as contas com o passado.


A narrativa do livro é intensa, detalhista e verdadeira. É envolvente a ponto de despertar sentimentos (bons e ruins) ao longo do desenrolar dos fatos, com revelações chocantes e que explicam atitudes mal compreendidas por Amir em relação ao carinho de seu pai pelo menino leporino.


O livro foi lançado em 2006 e adaptado para o cinema em 2007. Teve direção de Marc Forster e roteiro de David Benioff. As diversas opiniões dos leitores apontam para satisfação com o filme. De fato, o roteiro conseguiu expressar o drama dos amigos/irmãos, além do drama social no qual o país se encontrava naquele ano.


As duas principais cenas do filme (que é o momento em que Hassan ainda menino é violentado e a cena onde Amir finalmente encontra-se com seu sobrinho e resgata-o) conseguiram ser impactantes e discretas ao mesmo tempo. A primeira foi trabalhada de modo que desse a entender o sofrimento e a humilhação do estupro sem que houvesse necessidade de explicitá-la como o livro fez. E a segunda foi a redenção dos pecados do passado, mostrou a coragem adormecida dentro do homem que nunca esqueceu a caça aquela pipa azul. Recomendo primeiro a leitura do livro e depois o filme.




Mais No Set

http://twitter.com/#!/blognoset blognoset@yahoo.com https://www.facebook.com/blognoset/timeline http://www.youtube.com/user/nosett?feature=mhee RSS http://www.skoob.com.br/usuario/342473-no-set